é o que espero e vou fazer para que não aconteça. é importante continuar a estimular a percepção das coisas a partir do toque. podes mexer, podes cheirar, podes sentir. para mim isso é essencial!
Eu creio que os livros nunca deixaram de existir. Porém já existem muitos objectos que antes eram livretes, flyers que hoje em dia essa informação é dada a conhecer através da internet, por mail, newsletter, facebook, etc... Numa era em que estamos cada vez mais ligados "electronicamente", e que temos mais contacto com as pessoas através da internet que pessoalmente, acho que quando se trata de promover um evento, ou eventos (como por exemplo um agenda cultural), faz todo o sentido que seja electrónico. Sabes que tens no mail, se precisares de ter a certeza de qualquer informação, é só abrir a conta do mail em qualquer computador. Como é o caso da agenda LeCool, que existe em várias cidades da Europa. Quanto aos livros enquanto objectos de transmissão de conhecimentos, devem ser algo palpável. Quase como que um sentimento de posse sobre esse conhecimento. Para além que ler num suporte electrónico esforça muito mais os olhos que em papel. E o livro tem qualquer coisa de mágica, anexada a ele. (ou pelo menos para mim) Temos o caso do Kindle lançado pela Amazon um dos maiores vendedores de livros do mundo. A sua adesão foi quase nula. E também uma coisa não anula a outra. A meu ver o Kindle serve mais para a leitura de livros de literatura. E não para comprares um livro de arte por exemplo e teres dentro do Kindle. Para quem não sabe o que é o Kindle é um aparelho electrónico que a Amazon lançou em que podes comprar os ficheiros (não sei se são pdf) e tens o livro dentro do Kindle, para ler em qualquer lado. Sem ter um peso sempre contigo. Visto que aquilo é muito leve e portátil. Entretanto já me perdi, no pensamento. Mas pronto acho que já passei a minha opinião... se tiver muito confuso perguntem qualquer coisa que eu explico.
Mas acho que hoje em dia a Internet é bem mais do que isso... Eu decididamente, quero apostar mais no digital...porque afinal para buscas rápidas, conectividade, globalização e interacção não há melhor... e isso quer dizer mais trabalho!(qual crise qual quê)
A verdade é que eu adoro papeis...sejam eles como forem... flyers, postais, selos, origamis... desenhos dos amigos em guardanapos de papel (sim roger, ainda o tenho!)
acho que é isso que faz de nós designers gráficos, o encanto e sentimento que aquele objecto nos transmite, mas a verdade é que essa "interacção" existe na internet mais sob a forma de video...
nao sei... o mundo já nao é o que era e o digital veio para ficar!!!
estou por todos! não quero que o culto pelo impresso acabe... mas em termos de informação diária, o digital é mais rápido e económico (isto porque 99% da população tem telemóvel, da qual 98% tem acesso à internet pelo telemovel! isto sao as minhas estatisticas irreais, mas nao deve estar muito longe disto). Ou talvez esteja enganada! se as operadoras oferecerem preços mais em conta por 1h de internet que compense a compra de um jornal, o qual demoramos 1hora a ler...
a divulgação "boca em boca" ou "mão em mão", passou de mail em mail, ou de myspace para myspace. mas enquanto a Internet não for comum a 99% do mundo, 100% de toda a superfície visual, será sempre o papel o meio mais fiel! o papel pode ser presente em toda a superfície palpável, desde as paredes do metro, o muro da rua a caminho do trabalho, a montra do café, etc etc e tal, já o digital pá... não.
o impresso, no mínimo, ainda irá permanecer em comprovativos, certificados, facturações... é menos susceptível a burlas, perdas de informação, etc.
mas já vi isto mais longe! (agora com o Magalhães os putos nem vão precisar comprar livros nem aprender a escrever, e vai nascer um novo tipo de analfabetos... aqueles que não sabem escrever no papel)
as revistas e os jornais é que penso que haverá cada vez menos. este tipo de informação começa a ser traduzido em grandes plasmas em todos os pontos das grandes cidades. mas é o jornal impresso muito mais versátil. Podemos escolher as noticias que nos interessam, em qualquer altura e em qualquer lugar.
ao mesmo tempo que escrevo isto, vejo como o digital consumiu a nossa vida! querem algo mais portátil que o telemóvel? podemos aceder a tudo e mais alguma coisa, num objecto mais pequeno que a palma da mão!
por mais que queira que o impresso sobreviva, vem sempre o digital mostrar ser melhor! e blablabla!
mas o digital não tem cheiro, não tem a parte da materialização, mas acho que isto vai ficar pela nossa geração e pouco mais... este culto vai-se perdendo nos meios de comunicação e permanecer por mais algum tempo nas artes plásticas.
isto é como falar da fotografia... a fotografia digital e a analógica. em termos de produção de material, acho que a fotografia analógica ainda sobrevive porque as grandes produções cinematográficas continuam a preferir as filmagens em película que em digital. (digo eu, da maneira que o mundo gira, já nem deve ser assim e a minha esperança foi por agua a baixo)
é tudo uma questão de tempo. Depende da evolução tecnológica, o culto do impresso, e questões ecológicas! vamos la a ver o que é que o futuro nos reserva!
se isto continuar assim, vamos ter classes sociais separadas pelo acesso à informação...
AH! mas as embalagens de leite ainda não são digitais, nem a caixa dos comprimidos, etc etc e tal! ainda iremos permanecer vivos durante muuuitos e muuuitos anos! mas temos que nos render à evolução e saltar para o lado multimédia também!
isto tem um pouco de "pensamento disléxico", não sei se me faço entender com isto tudo!
A Marisa e a Tania têm razão o digital veio mesmo pa ficar... e acho que nos tempos de hoje temos de nos ver mais como Designer de Comunicação do que própriamente como designers graficos ou multimedia...
Com uma bekinha de empenho e esforço chegamos lá, ou nao tive-se eu a fazer os convites de casamento po meu irmão IMPRESSOS numa grafica em que a mulher me pergunta coisas acerca de uma data de conceitos (bleeds e afins) e eu fiko a olhar pa ela memo a anhar e a dizer "eu vou pesquizar sobre isso"... e yah, numa semana apanhei ai umas dicas na net pa ajudar a preparar um ficheiro pa impressão e quando entreguei à senhora perguntei "esta tudo ok? e ela respondeu... está perfeito!". Por isso têm é memo de se focar no objectivo final seja ele em suporte digital ou impresso.
Comprem já um magalhães antes que esgotem... que ele tambem veio pa ficar!
ahahah
bjs
P.S - Irene! o teu texto é simplesmente bueda grande e nao consegui chegar ao fim. jka
O papel esta a ir c/ o caralho! Não é novidade para ninguém. Seja por questões económicas seja por questões ecológicas, ou até mesmo de arquivo/armazenamento... é um facto ao qual nos temos que adaptar.
Temos uma nova geração que cresce ao toque do magalhães que se está a cagar para os livros e jornais e até para os quadros de giz! (agora atiram bytes ao professor). Querem mais informação, mais rápido, e a menos custo, o que normalmente resulta em mais burrice global!! É tipo um fast-klowledge (quero um Menu MCnoticia, com Mexerico medio, e uma Diet Musica), alimenta a cabecinha, mas não por muito tempo.
No exemplo dos jornais isso é claro, e actualmente com toda a discussão à volta do twitter e naquilo que ele pode trazer e tirar ao oficio. Os jornais não podem ser mais apenas transmissores de noticias...porque basicamente não vale a pena! Novas estratégias estruturais, visuais e especialmente humanas tem que ser feitas.
A efemeridade do flyer e do poster (tal como o conhecemos) e a quantidade de informaçao anexadas, penso que os torna nos primeiros alvos da poupança "celulosica". Hoje em dia com a facilidade com que nos movimentamos, torna-se cada vez mais natural ir a um concerto a Madrid ou a um festival a Eindhoven ;) , não nos limitando geograficamente a uma escolha de eventos como o flyer e o poster em grande parte o fazem.
A personalização de conteudos surge como uma das formas mais plausiveis de utlização de informação (uma das cenas do Minority Report, em que a informação vai aparecendo direcionada para o individuo à medida que ele vai andando na rua/transporte - como substituição do cartaz ou do destak por exemplo) Um dos pontos negativos desta modificação surge ao nivel colectivo, onde deixara aos poucos de haver um conhecimento comum a uma comunidade (que vinha com o jornal e com o poster no metro ou da novela ate)
Para os livros provavelmente a tecnologia não vai ter tanta influencia. Será o lançamento da Esquire com capa interactiva deu o pontapé de saída para opções mais dinámicas no design deste objecto? Penso que vão haver alterações importantes de nivel editorial sempre influenciadas por factores económicos. Maior selecção de conteudos, menor tiragem o que leva a edições mais limitadas tornando o livro como um objecto de luxo - voltamos a idade media?
O problema no meio disto tudo, tal como a catarina disse, surge ao nivel dos sentidos. Ao nivel visual através da cor e sombras, o toque e até o cheiro deixam de ser estimulados. Mas falando ate da nossa geraçao, que perdeu muitos desses hábitos como o de comprar o jornal e sentir o cheiro da tinta e do papel....e acabar de le-lo e ficar com as mãos todas cagadas. Agora quantos de nos é que compra o jornal?o ipslon já esta online não se esqueçam....
Como o Dabrio diz cada vez mais designer de comunicação, não interessa o suporte mas o conteudo! No outro dia quando estava no comboio e aquilo cheirava à Tixa e despertou logo ai dezenas de imagens e recordaçoes! :) Acho que me vou deixar de fotos...vou arranjar garrafinhas com o cheiro das pessoas...
E bonito de se ver a malta aqui a mandar as suas bocas..espero que continue!
quando ao papel existem formas de utilizar papel de uma forma ecológica. à coisa de 2 meses vi um documentário sobre uma fábrica de papel (algures num país nordico)que era totalmente auto sustentável e carbon free.
eis aproximadamente após dois meses o que me recordo sobre o assunto.
portanto para começar, para cada árvore cortada plantavam duas árvores. depois o "combustível utilizado pela fábrica era a casca das árvores cortadas para a fabricação do papel... ou seja não existia qualquer desperdicio... e se alguma parte da árvore não fosse utilizada para papel ou combustível era utilizada para fertilizante...
a mim interessa-me bastante toda este mundo da autosustentabilidade e do dito "green". mas atenção pessoal que nem todos os papeis reciclados são ecológicos, marioritariamente em quase todos os papeis reciclados são utilizados quimicos para o branquamento do papel que são muitos mais nocivos de que "inimigos do ambiente" do que comprar uma resma de papel "normal".
à parte de todo o mundo das tintas... que são basicamente todas quimicas e as que não são, são bem mais caras que as outras.... mas isto só me dá mais luta!!! pelo menos tento sempre prezar todas estas coisas no meu trabalho que faço como freelancer, no atelier é bem mais complicado pois às vezes é como falar para as paredes ou nem se dão ao trabalho de se preocupar com isso... mas isso são outras conversas...
Sim, existem um conjunto de politicas relacionadas com a reutilizaçao e no equilibrio de recursos naturais. Para alem dos paises nordicos agora a eslovenia e montenegro apostam mesmo a serio numa politica ambientalista sustentavel. Mas são uma percentagem minima no meio de dezenas de paises desenvolvidos (será coerente usar desenvolvidos?) A reutilizaçao traz custos adicionais, e estas duas palavras nao sao bem vistas pelos gestores. Uma empresa gosta de ser associada ao ambientalismo e à reciclagem (é o material reciclado, emissoes de gases controladas, os empregados tomam banho em agua da chuva...) mas se esta associaçao é digna ou não, nunca iremos saber. Parte da educaçao de cada um esse comportamento. Como tu Tania, eu aqui também estou rodeado de desperdicio...achas que eles se importam com isso?eficiencia dizem eles.
O discurso de plantar arvores é muito bonito e aplaudido e soa bem, mas na realidade também traz os seus problemas: biodiversidade fragilizada; que ocorre em portugal - onde basicamente temos pinheiros e eucaliptos e nao temos kualas....solos danificados irreversivelmente, etc) Anos de vida que sao perdidos - corta-se uma arvore com 20 anos e mete-se uma daquelas que ainda precisam de apoio de uma estaca. "cortamos uma arvore, plantamos outra" (que mais cedo ou mais tarde vai ser consumida por um incendio conveniente - arvore queimada mais barata...enfim,outras questoes) Como a Tania disse, é preciso também ter em conta todo o processo que permite a reutilizaçao de materias primas. Alguem sabe se as fabricas que o fazem tambem sao sustentaveis?que tipo de substancias é que são usadas nesse processo.. -
é preciso ter cuidado com discurso politico!
Outra questao, sob o ponto de vista ambiental é a da quantidade de energia gasta pelos inumeros servidores que nos permitem navegar pela internet (e publicar comentarios em blogs por exemplo). O estudo feito por um investigador de harvard diz que uma simples pesquisa no google gera cerca de 7 gramas de dioxido de carbono.
O que leva a conclusao que nem no mundo digital nos safamos de foder o que nos rodeia..
"Moneeeeeeyy, its a crime. Share it fairly but dont take a slice of my pie"
sinceramente como as coisas, a nivel ambiental andam, dificilmente as politicas ecológicas irao inverter o processo. o maximo que pode acontecer é mesmo melhorar. porque como o roger disse os chamados "países desenvolvidos" são os ultimos a ceder aos confortos que têm...infelizmente.
em relação à questão do desaparecimento de material impresso têm razão. sem duvida que o digital chegou para ficar!! mas euzinha continua a comprar o jornal..aburrece-me passar o dia todo em frente a um ecrã...a ficar pálida e frita da cabecinha... e o trabalho que faço aqui, felizmente é para ser impresso! (claro que tenho em conta a quantidade de impressoes que faço antes do trabalho concluído:)) e só nos toques finais uso o computador. mas é assim que me sinto mais realizada. se tiver de me virar para o digital...venha ele! mas...tenho os meus grandes mas!
pois! mas há muitos valores que nós achamos correctos para podermos ter um discurso "politico" que defende as nossas ideias. os que defendem que o digital é menos poluente, porque o processo de reciclagem e produção de papel são muito poluentes, produzem CO2 e contaminam milhões de litros de agua por não sei quantas resmas de papel. mas se calhar esse defensor do futuro multimédia não pensa nos mesmos processos que passa cada peça produzida para o rato, o liquido que flui nos nossos lcds, no que vai acontecer daqui a um mês pk ja saiu um pc mais XPTO que o que comprei hoje... e la vai outra maquina para o lixo. a meu ver, o desperdício e o lixo electrónico é mais preocupante que o papel... preocupa-me também o lixo a sobrevoar as nossas cabeças... os restos de satélites em órbita à volta da terra.
eu também sou assim pela teoria da conspiração. acredito que já existam protótipos de carros movidos a agua ou a qualquer outra energia renovável não poluente, mas a industria petrolífera é muito mais poderosa... e como sempre são os "grandes" (merdas) que comandam o mundo.
temos que nos adaptar às mudanças tecnológicas mas também não existe tanta informação disponível quanto isso para criarmos a nossa super politica!
vou investir no package alimentar. ainda não ha caixas de ovos hightech.
NÃO!
ResponderEliminaré o que espero e vou fazer para que não aconteça.
é importante continuar a estimular a percepção das coisas a partir do toque. podes mexer, podes cheirar, podes sentir.
para mim isso é essencial!
o que há melhor que um bom livro?
Eu creio que os livros nunca deixaram de existir. Porém já existem muitos objectos que antes eram livretes, flyers que hoje em dia essa informação é dada a conhecer através da internet, por mail, newsletter, facebook, etc... Numa era em que estamos cada vez mais ligados "electronicamente", e que temos mais contacto com as pessoas através da internet que pessoalmente, acho que quando se trata de promover um evento, ou eventos (como por exemplo um agenda cultural), faz todo o sentido que seja electrónico. Sabes que tens no mail, se precisares de ter a certeza de qualquer informação, é só abrir a conta do mail em qualquer computador. Como é o caso da agenda LeCool, que existe em várias cidades da Europa.
ResponderEliminarQuanto aos livros enquanto objectos de transmissão de conhecimentos, devem ser algo palpável. Quase como que um sentimento de posse sobre esse conhecimento. Para além que ler num suporte electrónico esforça muito mais os olhos que em papel.
E o livro tem qualquer coisa de mágica, anexada a ele. (ou pelo menos para mim) Temos o caso do Kindle lançado pela Amazon um dos maiores vendedores de livros do mundo. A sua adesão foi quase nula. E também uma coisa não anula a outra. A meu ver o Kindle serve mais para a leitura de livros de literatura. E não para comprares um livro de arte por exemplo e teres dentro do Kindle. Para quem não sabe o que é o Kindle é um aparelho electrónico que a Amazon lançou em que podes comprar os ficheiros (não sei se são pdf) e tens o livro dentro do Kindle, para ler em qualquer lado. Sem ter um peso sempre contigo. Visto que aquilo é muito leve e portátil.
Entretanto já me perdi, no pensamento. Mas pronto acho que já passei a minha opinião... se tiver muito confuso perguntem qualquer coisa que eu explico.
Eu estou do lado da tania...
ResponderEliminarMas acho que hoje em dia a Internet é bem mais do que isso...
Eu decididamente, quero apostar mais no digital...porque afinal para buscas rápidas, conectividade, globalização e interacção não há melhor...
e isso quer dizer mais trabalho!(qual crise qual quê)
A verdade é que eu adoro papeis...sejam eles como forem...
flyers, postais, selos, origamis...
desenhos dos amigos em guardanapos de papel (sim roger, ainda o tenho!)
acho que é isso que faz de nós designers gráficos, o encanto e sentimento que aquele objecto nos transmite,
mas a verdade é que essa "interacção" existe na internet mais sob a forma de video...
nao sei...
o mundo já nao é o que era
e o digital veio para ficar!!!
*
estou por todos!
ResponderEliminarnão quero que o culto pelo impresso acabe... mas em termos de informação diária, o digital é mais rápido e económico (isto porque 99% da população tem telemóvel, da qual 98% tem acesso à internet pelo telemovel! isto sao as minhas estatisticas irreais, mas nao deve estar muito longe disto). Ou talvez esteja enganada! se as operadoras oferecerem preços mais em conta por 1h de internet que compense a compra de um jornal, o qual demoramos 1hora a ler...
a divulgação "boca em boca" ou "mão em mão", passou de mail em mail, ou de myspace para myspace. mas enquanto a Internet não for comum a 99% do mundo, 100% de toda a superfície visual, será sempre o papel o meio mais fiel!
o papel pode ser presente em toda a superfície palpável, desde as paredes do metro, o muro da rua a caminho do trabalho, a montra do café, etc etc e tal, já o digital pá... não.
o impresso, no mínimo, ainda irá permanecer em comprovativos, certificados, facturações... é menos susceptível a burlas, perdas de informação, etc.
mas já vi isto mais longe!
(agora com o Magalhães os putos nem vão precisar comprar livros nem aprender a escrever, e vai nascer um novo tipo de analfabetos... aqueles que não sabem escrever no papel)
as revistas e os jornais é que penso que haverá cada vez menos. este tipo de informação começa a ser traduzido em grandes plasmas em todos os pontos das grandes cidades. mas é o jornal impresso muito mais versátil. Podemos escolher as noticias que nos interessam, em qualquer altura e em qualquer lugar.
ao mesmo tempo que escrevo isto, vejo como o digital consumiu a nossa vida! querem algo mais portátil que o telemóvel?
podemos aceder a tudo e mais alguma coisa, num objecto mais pequeno que a palma da mão!
por mais que queira que o impresso sobreviva, vem sempre o digital mostrar ser melhor! e blablabla!
mas o digital não tem cheiro, não tem a parte da materialização, mas acho que isto vai ficar pela nossa geração e pouco mais... este culto vai-se perdendo nos meios de comunicação e permanecer por mais algum tempo nas artes plásticas.
isto é como falar da fotografia... a fotografia digital e a analógica. em termos de produção de material, acho que a fotografia analógica ainda sobrevive porque as grandes produções cinematográficas continuam a preferir as filmagens em película que em digital. (digo eu, da maneira que o mundo gira, já nem deve ser assim e a minha esperança foi por agua a baixo)
é tudo uma questão de tempo. Depende da evolução tecnológica, o culto do impresso, e questões ecológicas! vamos la a ver o que é que o futuro nos reserva!
se isto continuar assim, vamos ter classes sociais separadas pelo acesso à informação...
AH! mas as embalagens de leite ainda não são digitais, nem a caixa dos comprimidos, etc etc e tal! ainda iremos permanecer vivos durante muuuitos e muuuitos anos!
mas temos que nos render à evolução e saltar para o lado multimédia também!
isto tem um pouco de "pensamento disléxico", não sei se me faço entender com isto tudo!
AHAHAHAHA
ResponderEliminarMeus amigossss,
A Marisa e a Tania têm razão o digital veio mesmo pa ficar... e acho que nos tempos de hoje temos de nos ver mais como Designer de Comunicação do que própriamente como designers graficos ou multimedia...
Com uma bekinha de empenho e esforço chegamos lá, ou nao tive-se eu a fazer os convites de casamento po meu irmão IMPRESSOS numa grafica em que a mulher me pergunta coisas acerca de uma data de conceitos (bleeds e afins) e eu fiko a olhar pa ela memo a anhar e a dizer "eu vou pesquizar sobre isso"... e yah, numa semana apanhei ai umas dicas na net pa ajudar a preparar um ficheiro pa impressão e quando entreguei à senhora perguntei "esta tudo ok? e ela respondeu... está perfeito!". Por isso têm é memo de se focar no objectivo final seja ele em suporte digital ou impresso.
Comprem já um magalhães antes que esgotem... que ele tambem veio pa ficar!
ahahah
bjs
P.S - Irene! o teu texto é simplesmente bueda grande e nao consegui chegar ao fim. jka
LOL nao faz mal! era o sono a falar!
ResponderEliminaryoyoyo!
ResponderEliminarO papel esta a ir c/ o caralho! Não é novidade para ninguém.
Seja por questões económicas seja por questões ecológicas, ou até mesmo de arquivo/armazenamento...
é um facto ao qual nos temos que adaptar.
Temos uma nova geração que cresce ao toque do magalhães que se está a cagar para os livros e jornais e até para os quadros de giz! (agora atiram bytes ao professor).
Querem mais informação, mais rápido, e a menos custo, o que normalmente resulta em mais burrice global!!
É tipo um fast-klowledge (quero um Menu MCnoticia, com Mexerico medio, e uma Diet Musica), alimenta a cabecinha, mas não por muito tempo.
No exemplo dos jornais isso é claro, e actualmente com toda a discussão à volta do twitter e naquilo que ele pode trazer e tirar ao oficio. Os jornais não podem ser mais apenas transmissores de noticias...porque basicamente não vale a pena!
Novas estratégias estruturais, visuais e especialmente humanas tem que ser feitas.
A efemeridade do flyer e do poster (tal como o conhecemos) e a quantidade de informaçao anexadas, penso que os torna nos primeiros alvos da poupança "celulosica". Hoje em dia com a facilidade com que nos movimentamos, torna-se cada vez mais natural ir a um concerto a Madrid ou a um festival a Eindhoven ;) , não nos limitando geograficamente a uma escolha de eventos como o flyer e o poster em grande parte o fazem.
A personalização de conteudos surge como uma das formas mais plausiveis de utlização de informação (uma das cenas do Minority Report, em que a informação vai aparecendo direcionada para o individuo à medida que ele vai andando na rua/transporte - como substituição do cartaz ou do destak por exemplo)
Um dos pontos negativos desta modificação surge ao nivel colectivo, onde deixara aos poucos de haver um conhecimento comum a uma comunidade (que vinha com o jornal e com o poster no metro ou da novela ate)
Para os livros provavelmente a tecnologia não vai ter tanta influencia. Será o lançamento da Esquire com capa interactiva deu o pontapé de saída para opções mais dinámicas no design deste objecto?
Penso que vão haver alterações importantes de nivel editorial sempre influenciadas por factores económicos. Maior selecção de conteudos, menor tiragem o que leva a edições mais limitadas tornando o livro como um objecto de luxo - voltamos a idade media?
O problema no meio disto tudo, tal como a catarina disse, surge ao nivel dos sentidos. Ao nivel visual através da cor e sombras, o toque e até o cheiro deixam de ser estimulados. Mas falando ate da nossa geraçao, que perdeu muitos desses hábitos como o de comprar o jornal e sentir o cheiro da tinta e do papel....e acabar de le-lo e ficar com as mãos todas cagadas. Agora quantos de nos é que compra o jornal?o ipslon já esta online não se esqueçam....
Como o Dabrio diz cada vez mais designer de comunicação, não interessa o suporte mas o conteudo!
No outro dia quando estava no comboio e aquilo cheirava à Tixa e despertou logo ai dezenas de imagens e recordaçoes! :) Acho que me vou deixar de fotos...vou arranjar garrafinhas com o cheiro das pessoas...
E bonito de se ver a malta aqui a mandar as suas bocas..espero que continue!
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderEliminarback again!!!
ResponderEliminarbem quando ao comentário do roger...
quando ao papel existem formas de utilizar papel de uma forma ecológica. à coisa de 2 meses vi um documentário sobre uma fábrica de papel (algures num país nordico)que era totalmente auto sustentável e carbon free.
eis aproximadamente após dois meses o que me recordo sobre o assunto.
portanto para começar, para cada árvore cortada plantavam duas árvores.
depois o "combustível utilizado pela fábrica era a casca das árvores cortadas para a fabricação do papel... ou seja não existia qualquer desperdicio... e se alguma parte da árvore não fosse utilizada para papel ou combustível era utilizada para fertilizante...
a mim interessa-me bastante toda este mundo da autosustentabilidade e do dito "green". mas atenção pessoal que nem todos os papeis reciclados são ecológicos, marioritariamente em quase todos os papeis reciclados são utilizados quimicos para o branquamento do papel que são muitos mais nocivos de que "inimigos do ambiente" do que comprar uma resma de papel "normal".
à parte de todo o mundo das tintas... que são basicamente todas quimicas e as que não são, são bem mais caras que as outras.... mas isto só me dá mais luta!!!
pelo menos tento sempre prezar todas estas coisas no meu trabalho que faço como freelancer, no atelier é bem mais complicado pois às vezes é como falar para as paredes ou nem se dão ao trabalho de se preocupar com isso... mas isso são outras conversas...
pronto não me vou estenter mais.
o comentário do ninja tofu... fui eu sem querer... pois estava a comentar num computador de um amigo
ResponderEliminarSim, existem um conjunto de politicas relacionadas com a reutilizaçao e no equilibrio de recursos naturais. Para alem dos paises nordicos agora a eslovenia e montenegro apostam mesmo a serio numa politica ambientalista sustentavel. Mas são uma percentagem minima no meio de dezenas de paises desenvolvidos (será coerente usar desenvolvidos?)
ResponderEliminarA reutilizaçao traz custos adicionais, e estas duas palavras nao sao bem vistas pelos gestores. Uma empresa gosta de ser associada ao ambientalismo e à reciclagem (é o material reciclado, emissoes de gases controladas, os empregados tomam banho em agua da chuva...) mas se esta associaçao é digna ou não, nunca iremos saber.
Parte da educaçao de cada um esse comportamento. Como tu Tania, eu aqui também estou rodeado de desperdicio...achas que eles se importam com isso?eficiencia dizem eles.
O discurso de plantar arvores é muito bonito e aplaudido e soa bem, mas na realidade também traz os seus problemas: biodiversidade fragilizada; que ocorre em portugal - onde basicamente temos pinheiros e eucaliptos e nao temos kualas....solos danificados irreversivelmente, etc)
Anos de vida que sao perdidos - corta-se uma arvore com 20 anos e mete-se uma daquelas que ainda precisam de apoio de uma estaca. "cortamos uma arvore, plantamos outra" (que mais cedo ou mais tarde vai ser consumida por um incendio conveniente - arvore queimada mais barata...enfim,outras questoes)
Como a Tania disse, é preciso também ter em conta todo o processo que permite a reutilizaçao de materias primas.
Alguem sabe se as fabricas que o fazem tambem sao sustentaveis?que tipo de substancias é que são usadas nesse processo.. -
é preciso ter cuidado com discurso politico!
Outra questao, sob o ponto de vista ambiental é a da quantidade de energia gasta pelos inumeros servidores que nos permitem navegar pela internet (e publicar comentarios em blogs por exemplo). O estudo feito por um investigador de harvard diz que uma simples pesquisa no google gera cerca de 7 gramas de dioxido de carbono.
O que leva a conclusao que nem no mundo digital nos safamos de foder o que nos rodeia..
"Moneeeeeeyy, its a crime.
Share it fairly but dont take a slice of my pie"
sinceramente como as coisas, a nivel ambiental andam, dificilmente as politicas ecológicas irao inverter o processo. o maximo que pode acontecer é mesmo melhorar. porque como o roger disse os chamados "países desenvolvidos" são os ultimos a ceder aos confortos que têm...infelizmente.
ResponderEliminarem relação à questão do desaparecimento de material impresso têm razão. sem duvida que o digital chegou para ficar!! mas euzinha continua a comprar o jornal..aburrece-me passar o dia todo em frente a um ecrã...a ficar pálida e frita da cabecinha...
e o trabalho que faço aqui, felizmente é para ser impresso!
(claro que tenho em conta a quantidade de impressoes que faço antes do trabalho concluído:))
e só nos toques finais uso o computador.
mas é assim que me sinto mais realizada. se tiver de me virar para o digital...venha ele! mas...tenho os meus grandes mas!
******
bjinhooooosssss!
pois! mas há muitos valores que nós achamos correctos para podermos ter um discurso "politico" que defende as nossas ideias.
ResponderEliminaros que defendem que o digital é menos poluente, porque o processo de reciclagem e produção de papel são muito poluentes, produzem CO2 e contaminam milhões de litros de agua por não sei quantas resmas de papel. mas se calhar esse defensor do futuro multimédia não pensa nos mesmos processos que passa cada peça produzida para o rato, o liquido que flui nos nossos lcds, no que vai acontecer daqui a um mês pk ja saiu um pc mais XPTO que o que comprei hoje...
e la vai outra maquina para o lixo. a meu ver, o desperdício e o lixo electrónico é mais preocupante que o papel... preocupa-me também o lixo a sobrevoar as nossas cabeças... os restos de satélites em órbita à volta da terra.
eu também sou assim pela teoria da conspiração. acredito que já existam protótipos de carros movidos a agua ou a qualquer outra energia renovável não poluente, mas a industria petrolífera é muito mais poderosa... e como sempre são os "grandes" (merdas) que comandam o mundo.
temos que nos adaptar às mudanças tecnológicas mas também não existe tanta informação disponível quanto isso para criarmos a nossa super politica!
vou investir no package alimentar. ainda não ha caixas de ovos hightech.
tens um computador novo??
ResponderEliminar::roger
não, é maneira de dizer... aquela gramática não ta la mt correcta... hihi
ResponderEliminar;)
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